quinta-feira, 23 de março de 2017

Cinco maneiras de manter a saúde com a chegada da estação


Durante o outono, as mudanças bruscas de temperatura e baixa umidade do ar contribuem na proliferação de doenças causadas por vírus e transmitidas com maior facilidade por causa dos ambientes fechados ou com grande volume de pessoas. E não vá achando que somente as crianças estão suscetíveis às viroses, os adultos também costumam sofrer com os problemas respiratórios como asma, rinite ou gripe, que se manifestam com maior intensidade durante essa época do ano.

De acordo com a pneumologista Andrea Sette, do Hospital e Maternidade São Luiz, crianças, idosos e pacientes de doenças crônicas estão classificados no grupo de risco e mais vulneráveis a síndromes gripais, que atingem vias inferiores (caso de bronquites e pneumonias) e vias superiores (tosse seca e rinite). "Durante a troca de estações as condições crônicas tornam-se mais abaladas para pacientes de bronquites, asma, rinite e sinusites. O uso de umidificadores de ar pode amenizar as dificuldades respiratórias. É importante, também, estar atento a possíveis irritações nos olhos. Secura e coceira podem indicar um quadro de conjuntivite, comum durante o outono. Em casos de tosse e febre por mais de cinco dias o ideal é procurar tratamento médico", explica a médica.

Mas não é só o sistema respiratório que acaba comprometido durante o outono, a pele também fica mais ressecada e, consequentemente, mais propensa a rachaduras ou alergias. "O ar mais seco e a baixa temperatura dificultam a dispersão de partículas, o que compromete o sistema respiratório e cardiovascular", explica Andrea. Para quem costuma sofrer com a chegada do outono, saiba que a prevenção ainda é o melhor remédio contra os male da estação. Não acredita? A pneumologista lista cinco dicas de como manter a saúde e a beleza mesmo com a baixa dos termômetros.

Mantenha os níveis de hidratação do corpo

No verão nos preocupamos muito com a hidratação, pois perdemos muito liquido. No outono não é diferente. As temperaturas são mais baixas, porém o ar está mais seco. O consumo de líquidos é essencial, principalmente de água.

Evite longa permanência em locais fechados

A proliferação de alguns vírus é ainda maior nessa época do ano. Locais fechados favorecem isso. É importante sempre deixar janelas abertas e permitir que o ar se renove.

Pratique a higienização a todo momento

Não só durante a troca de estações, lavar as mãos deve se tornar um hábito. Estamos em contato com diversos objetos que podem estar contaminados, por isso é imprescindível lavar as mãos com água e sabonete líquido, de preferência, e sempre que possível fazer uso do álcool em gel para finalizar.

Mantenha uma alimentação balanceada

As síndromes gripais, mais comuns durante a estação, acometem principalmente crianças e idosos por conta do sistema imunológico frágil. Ter uma alimentação equilibrada com os nutrientes e vitaminas necessárias evita que o corpo fique suscetível a contaminações.

Hidrate bem a pele

É comum notarmos que a pele fica mais seca com a chegada do outono. Isso pode acarretar rachaduras e irritações que desenvolvem alergias na pele. O ideal é usar um hidratante específico para o rosto e outro para o corpo. Banhos quentes também devem ser evitados, pois favorecem o processo de ressecamento da pele.

sexta-feira, 3 de março de 2017

9 atitudes que você precisa adotar para evitar infecção urinária


Alerta: a agenda apertada pode abrir espaço para a infecção urinária, doença que provoca dor, ardência, urgência de ir ao banheiro e que ainda é capaz de estragar seus dias de praia. Confira o check-list do que você precisa fazer para se prevenir:

1. Ir ao banheiro de preferência a cada três horas, umas seis ou oito vezes por dia: três de manhã, três à tarde e duas à noite, antes de dormir.

2. Sempre transar com a região genital lubrificada. Traumas e fissuras íntimas viram porta de entrada para bactérias.

3. Recusar o sexo vaginal após a penetração anal, a não ser que seu parceiro tire a camisinha, lave as mãos e ponha um preservativo novo.

4. Incentivar o moço a usar camisinha sem espermicida, substância que mata as bactérias benéficas e essenciais para o equilíbrio da flora íntima.

5. Não transar de bexiga cheia e fazer xixi assim que terminar a brincadeira. Não precisa sair correndo da cama, mas não deixe passar muito tempo.

6. Quando fizer xixi, use só papel. O emprego exagerado da ducha higiênica altera o pH local e desequilibra a flora. No número 2, aí sim, lave com água e sabonete íntimo, com movimentos da frente para trás.

7. Preferir tampão ao absorvente, pois ele deixa a saída da uretra livre e seca. Lembre-se de trocá-lo a cada quatro horas.

8. Aumentar a força muscular e fortalecer o esqueleto com exercício regular. Melhora a imunidade, a defesa contra os invasores.

9. Usar lingerie de algodão e roupas leves e confortáveis para que as partes baixas fiquem arejadas. Aliás, dormir sem calcinha no verão ajuda a conter a proliferação bacteriana.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dicas de Saúde com José Lúcio Alves - Saúde Sempre 12

O Carnaval está chegando. É tempo de alegria e brincadeira tanto para quem vai dançar na avenida quanto para aqueles que preferem se divertir nos salões ou mesmo em casa. Apesar de ser um momento de descontração, um descuido principalmente com a alimentação pode acabar com a festa. Portanto, prefira uma alimentação mais leve no período.

Para aqueles que gostam de uma cervejinha, no período da folia, o ideal é intercalar com um suco ou com água. Dessa forma, você irá se manter hidratado e vai amenizar os efeitos do álcool no corpo. E lembre-se, diversão com responsabilidade.

Para não cair na armadilha da má alimentação e ter de parar a brincadeira por causa de uma infecção intestinal, uma desidratação e até uma ressaca, algumas recomendações simples podem ajudar. No que diz respeito a alimentação, não consuma produtos muito gordurosos ou com tempero muito forte.

Gente, para evitar as micoses durante o verão, é importante manter os pés limpos e secos, vale também para as mãos e reentrâncias, aquelas dobrinhas do corpo. Evite andar descalço em áreas de uso comum, como clubes e academias. Use cremes, talcos e loções secativas contendo agentes antissépticos.

Nesta época, os foliões perdem bastante líquido e gastam energia por causa da alta temperatura e da movimentação em bailes e na avenida dançando. Por conta disso, a regra básica é manter o corpo hidratado com sucos de frutas, água de côco ou água. Além de estarmos ingerindo líquidos, eles estarão suprindo a falta de minerais. Dê preferência aos sucos no lugar dos refrigerantes. Atitude e saúde sempre!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção

Vetor Aedes Aegypti

Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Transmissão

A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). 

A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

Prevenção

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d'água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados.

Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do "fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Fonte: Fiocruz